quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Atitude e transformação (16/03/2009)

Hoje estamos inaugurando esse espaço. A satisfação em integrar as edições de segunda-feira a partir de agora se mistura à responsabilidade de trazer a tona assuntos relevantes.
Os montenegrinos sabem que nunca fui um conformista. Muito pelo contrário. Acredito que sempre há uma alternativa melhor e que nós somos capazes de encontrar soluções para todas as dificuldades. Basta vontade, disposição e comprometimento.
Vou procurar não falar em crise – seja econômica, social, administrativa... – porque na realidade isto é mais um estado de espírito que pode contaminar em cadeia, do que algo insuperável. Prefiro me concentrar no que é possível fazer para melhorar e no papel que cada um desempenha como agente de transformação. Talvez seja mais fácil e confortável apenas apontar os erros dos outros. Ou então, observar o caos, por vezes torcendo para que tudo dê errado. Talvez seja mais fácil, mas certamente não é o mais sensato, nem o mais justo.
Não sou ingênuo a ponto de não admitir que existem muitos problemas, e que a solução é simples. Porém, não abro mão de acreditar, de manter viva minha convicção de que para modificar a realidade é preciso a participação de todos. A grande maioria das pessoas – e principalmente das lideranças - precisa apenas vencer o fantasma da omissão em relação aos problemas a sua volta. Fingindo não ver somos também responsáveis pelas dificuldades.
Precisamos estar presentes, participar e meter a “mão na massa” na luta por mudar o estado das coisas, dando a nossa importante parcela na construção de uma sociedade mais equilibrada. Podemos começar por nossas próprias atitudes, procurando nos modificar em todos os aspectos, para poder verdadeiramente, pelos nossos exemplos de pessoas decentes, agindo sempre com honestidade, respeito, dignidade, contribuir positivamente na educação e formação do caráter dos nossos filhos, procurando desde cedo investir nos conceitos de ética e moral com que se habituarão para se tornarem mais tarde homens e mulheres de bem.
Não podemos ficar simplesmente reclamando da atitude dos outros. Por exemplo, dos exploradores dos recursos naturais, quando ajudamos a poluir os rios, enchemos de lixo os bueiros; das atitudes desrespeitosas de alguns em relação à comunidade, quando também nos aproveitamos para furar filas ou levar vantagem nas mínimas coisas. Precisamos, sim, parar de pensar que só aos outros cabe a tarefa de transformação e continuarmos tal qual sempre fomos.
Podemos ter o melhor lugar para viver. O desafio está em transpor as diferenças, em unir esforços por um objetivo comum. Mais do que propor a mudança é preciso fazer parte dela. Ter atitude e fazer da ação positiva uma aliada. É ser capaz de rever decisões e ter visão de futuro, construindo, a cada dia, alicerces verdadeiramente sustentáveis para uma comunidade mais cidadã, digna e desenvolvida.


Marcelo Cardona

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