segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Artigo: "Quem paga a conta" (06/02/2012)

Ao longo do mandato, tenho alertado por diversas vezes que carecemos de planejamento na gestão do Município. Escrevi já em 2009 que a cidade estava sem rumo. Outra feita tratei das questões dos contratos de longo prazo, como coleta de lixo, limpeza urbana, transporte coletivo, plano de saneamento, dentre outros. Reforço esta preocupação quando vejo que os problemas seguem os mesmos após tantos anos de mandato desta administração. Se não vejamos:
- Coleta de Lixo – a licitação feita gera um contrato de 12 meses que pode ser renovado anualmente até o limite de 60 meses. Assim foi feito. Desde 2005 a empresa contratada era a Conesul. Dentro deste prazo não foi feita nova licitação e como o serviço não poderia parar, foi contratado emergencialmente por mais um período. Em julho de 2011 foi suspensa a licitação aberta para o serviço. Sem licitação exitosa, em agosto foi feito contrato emergencial com outra empresa, desta vez a empresa Daí Prá Soluções Ambientais pelo período de 180 dias. Novamente não estando solucionado o assunto, novo contrato emergencial com a empresa Construtora JLV. Resumindo, o município paga R$ 146 mil reais mensais por um contrato emergencial de coleta, a estação de transbordo está interditada e as famílias que viviam da coleta seletiva estão recebendo cestas básicas a mais de um ano sem a possibilidade de trabalho, tirando delas a renda de sustento de suas famílias;
- Capina e varrição – contrato também de longo prazo, vencido no final do ano passado, sem prorrogação e não temos informação de processo licitatório. Em janeiro, a Secretaria do Meio Ambiente fez a limpeza de forma precária. Em três de fevereiro, foi publicado em jornal local, edital para contratação emergencial de empresa interessada em prestar serviço de capina, varrição, roçada, limpeza e pintura de meio fio. Outro serviço essencial para a cidade que é tratada de forma emergencial;
- Transito – em 2009 a Câmara aprovou o valor de 60 mil reais para contratar empresa que realizou estudo técnico sobre mobilidade urbana. No final de 2010 foram anunciadas mudanças aprovadas em audiência pública que seriam iniciadas no início de 2011. Agora são anunciadas mudanças para a próxima semana. O que será realizado é o que foi resultado do estudo pago? O mapa apresentado é distinto do estudo. Estes são alguns dos muitos exemplos que pagamos caro por não planejar as ações de uma administração. É evidente que tudo que fazemos de forma emergencial tem custo maior. O que muitos não se dão conta é de que quando a administração pública gasta mal, a conta é paga por você.

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