quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Artigo: "Nosso parque" (13/02/2012)

Ao resgatar alguns temas que integraram a minha pauta de trabalho ao longo destes três anos de mandato, me deparei com uma Indicação encaminhada em agosto de 2009, onde eu sugeria a elaboração de um Plano Diretor para o Parque Centenário Erny Carlos Heller. Como até hoje não soube se algo neste sentido aconteceu, e volta e meia vejo notícias de grupos, movimentos ou entidades que gostariam de ocupar um espaço no Parque, fiz um Pedido de Informação perguntando ao Executivo se há algum estudo em andamento. Até porque em maio de 2010, em resposta a outro questionamento, foi-me respondido que estava sendo aberto um processo para contratação de assessoria técnica para implantar o Plano. De lá para cá, no entanto, nada mais se ouviu falar.
Não é necessário decantar a relevância do Parque para a cidade. Sua beleza natural e importância para o lazer e o esporte são de conhecimento geral. Justo por isso merece uma atenção especial.
Apesar de ser um espaço amplo e muito freqüentado, carece de melhorias e de um estudo que possa sintonizar todos os pontos do parque. Que olhe o conjunto e proponha ações que melhorem o visual e a utilização dos espaços, sem comprometer a beleza natural.
O que é mais importante para o convívio dos montenegrinos no Centenário? Certamente, teremos várias respostas diferentes para esta pergunta. Porque existe uma série de reivindicações da comunidade. Porque há um conflito de interesses entre várias entidades, entre os adeptos de inúmeras modalidades esportivas. Os tradicionalistas querem lá uma arena de rodeio, os ciclistas pedem pista de bicicross. Já os motoqueiros querem motocross. Há ainda, os skatistas, os atletas da pista de corridas, os jogadores de futebol, ou vôlei, ou basquete... E as crianças? Estas pedem um parquinho com brinquedos que estejam em condições de uso e um local apropriado para andar de bicicleta ou triciclo.
São muitas vontades, inúmeros pedidos, diversas reivindicações. Para conseguir disciplinar o uso e melhor atender as demandas é que propus a elaboração de um Plano Diretor. Assim, tanto a ocupação quanto as obras de melhoria ou ampliação terão que obedecer a um padrão, respeitar um cronograma. Todas as ações estarão sintonizadas. Atenderão o conjunto, evitando que num momento se faça uma melhoria apenas porque este ou aquele quer, noutro uma instalação porque um ou outro acha bonito.
Um Plano Diretor é importante para revitalizar e valorizar o Centenário. Mais do que isso. É uma questão de respeito: pelo parque e pelas pessoas – de todas as “tribos” e idades - que o freqüentam.

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