segunda-feira, 9 de abril de 2012

Artigo: "Trânsito 2" (09/04/2012)

Desde que propus a criação da Frente Parlamentar pela Segurança no Trânsito, que foi aprovada na sessão da semana passada, tenho recebido muitas mensagens de apoio, com sugestões e informações sobre os trágicos números relacionados aos acidentes em vias e rodovias. Uma delas trouxe um texto de Rafael Ferreira, consultor empresarial, contendo dados alarmantes. Transcrevo a seguir uma parte relevante do que ele escreveu.
“Atualmente o número de vítimas fatais de acidentes de trânsito apresentado pelos órgãos oficiais nos dão conta de que morrem 35 mil pessoas ao ano no país vítimas destes tipos de acidentes, o que dá 95 pessoas mortas ao dia, significa uma pessoa morta a cada 15 minutos. Já é um número assustador e absurdo, e que infelizmente não é uma realidade só brasileira. Tanto que para a ONU (Organização das Nações Unidas) e para a OMS (Organização Mundial de Saúde), os acidentes de trânsito são uma pandemia e que se não for combatida de forma séria nos próximos 20 anos, se tornará a principal causa de mortes em todo planeta.
Mas a realidade brasileira é mais assustadora do que se mostra, já que estes números são de vítimas que foram a óbito no momento do acidente, não sendo contabilizadas aquelas pessoas que falecem horas, dias ou até mesmo meses e anos depois, cujo nexo causal da morte é o acidente de trânsito. Se estes forem levados em consideração, chegaremos perto de 150 mil vítimas fatais por ano, o que daria, em média, 411 mortos ao dia e a assustadora média de 17 vítimas fatais por hora. Infelizmente, tem mais: Estes números contabilizam apenas as vítimas diretas dos acidentes de trânsito. Outros dados dão conta de que 62,8% dos leitos hospitalares são ocupados por acidentados não fatais do trânsito, o que nos faz pensar que, se você tem algum problema de saúde que seja necessária internação, a chance de conseguir uma vaga cai para menos de 40%. Isto em se tratando de saúde nos hospitais tanto privados quanto públicos em nosso país é um risco a mais para a vida...”
Estas considerações e o teor de todas as outras manifestações que a mim chegaram servem para reforçar o quanto é importante que busquemos alternativas e iniciemos um trabalho que envolva toda a comunidade. Só num movimento conjunto conseguiremos modificar esta terrível estatística do trânsito. Só com a participação de toda a sociedade teremos condições de reverter este quadro funesto.
Com a Frente Parlamentar vamos levantar os números locais, obter dados sobre os pontos críticos em Montenegro. A partir destas informações, poderemos traçar uma estratégia para reverter os índices de acidentes. Fazer um trabalho focado na educação, na engenharia e no esforço legal, trinômio apontado pelos especialistas como melhor – senão único - caminho para solucionar o problema.
A Frente é parlamentar, mas o movimento é de todos.

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