segunda-feira, 2 de abril de 2012

Artigo: "Aos mestres, com carinho" (05/03/2012)

A volta às aulas é sempre um momento especial. Para aqueles que recomeçam é tempo de rever os amigos, de voltar à convivência diária. Para os iniciantes, é período de adaptação, de novas descobertas. As escolas se preparam para receber seus estudantes, buscando criar um ambiente que seja atraente e estimulante. Que seja, ao mesmo tempo, familiar e diferente. Acolhedor e desafiador.
O centro de todas as preocupações são os alunos. O foco de todas as atenções são os alunos. Mas e o professor? Este questionamento me veio à mente enquanto ouvia a palestra de abertura do ano letivo municipal, quando com muita propriedade, Max Haetinger falava sobre educação e do papel transformador em sala de aula.
Mais tarde, matutando sobre o assunto, ponderei que na volta às aulas tudo gira em torno dos alunos. Quais serão suas expectativas, seus medos, suas ambições? As escolas e seus quadros docentes – e as famílias de maneira geral – tentam responder estas perguntas e se esmeram para antecipar e atender, nos detalhes, todas as necessidades.
Já fui estudante e hoje sou pai com filhos em diferentes estágios de aprendizagem. Sempre tive todo apoio familiar e tento transmitir o mesmo. Sei o quanto o conhecimento faz a diferença e estimulo meus filhos a aproveitarem ao máximo os ensinamentos.
Porém, de novo, insistente, me veio aquela pergunta: E os professores? Quais serão seus medos, suas expectativas, suas ambições? Sim, porque sem professores não há educação. Sem eles não há aprendizado, nem conhecimento, nem orientação. Sequer o despertar para o novo, a inquietação, o desabrochar da curiosidade, fatores essenciais no aprendizado.
Mais do que trabalhador em educação, professor é professor. Mestre. Quem professa uma ciência e traz consigo a difícil – mas recompensadora – tarefa de ensinar. Precisa ser respeitado e valorizado por quem comanda as instituições de ensino – sejam públicas ou privadas – pelas famílias e pela comunidade como um todo. Alguém já imaginou como seria se não houvesse professores? Se não existissem estas pessoas abnegadas que se dedicam a orientar, a dar exemplos e conduzir?
No mundo atual, há um sem número de ferramentas que deseducam. Se nas famílias é difícil encontrar a forma certa, a linguagem ideal, imaginem em sala de aula, com uma clientela maior e tão mais diversificada.
Quem decide ser professor tem um dom. Por isso consegue tirar o melhor de cada um, apesar das realidades diferentes com que convivem seus aprendizes fora da escola ou das experiências diversas que trazem consigo
Então, neste início de ano letivo, como pais e cidadãos, façamos uma homenagem aos professores. Valorizemos quem se dedica ao magistério. Sejamos parceiros nesta tarefa, dando condições, apoio e suporte para que estes profissionais possam desempenhar suas funções. Para que sejam tão só, e plenamente, professores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário