A volta às aulas é sempre um momento especial. Para aqueles que recomeçam é tempo de rever os amigos, de voltar à convivência diária. Para os iniciantes, é período de adaptação, de novas descobertas. As escolas se preparam para receber seus estudantes, buscando criar um ambiente que seja atraente e estimulante. Que seja, ao mesmo tempo, familiar e diferente. Acolhedor e desafiador.
O centro de todas as preocupações são os alunos. O foco de todas as atenções são os alunos. Mas e o professor? Este questionamento me veio à mente enquanto ouvia a palestra de abertura do ano letivo municipal, quando com muita propriedade, Max Haetinger falava sobre educação e do papel transformador em sala de aula.
Mais tarde, matutando sobre o assunto, ponderei que na volta às aulas tudo gira em torno dos alunos. Quais serão suas expectativas, seus medos, suas ambições? As escolas e seus quadros docentes – e as famílias de maneira geral – tentam responder estas perguntas e se esmeram para antecipar e atender, nos detalhes, todas as necessidades.
Já fui estudante e hoje sou pai com filhos em diferentes estágios de aprendizagem. Sempre tive todo apoio familiar e tento transmitir o mesmo. Sei o quanto o conhecimento faz a diferença e estimulo meus filhos a aproveitarem ao máximo os ensinamentos.
Porém, de novo, insistente, me veio aquela pergunta: E os professores? Quais serão seus medos, suas expectativas, suas ambições? Sim, porque sem professores não há educação. Sem eles não há aprendizado, nem conhecimento, nem orientação. Sequer o despertar para o novo, a inquietação, o desabrochar da curiosidade, fatores essenciais no aprendizado.
Mais do que trabalhador em educação, professor é professor. Mestre. Quem professa uma ciência e traz consigo a difícil – mas recompensadora – tarefa de ensinar. Precisa ser respeitado e valorizado por quem comanda as instituições de ensino – sejam públicas ou privadas – pelas famílias e pela comunidade como um todo. Alguém já imaginou como seria se não houvesse professores? Se não existissem estas pessoas abnegadas que se dedicam a orientar, a dar exemplos e conduzir?
No mundo atual, há um sem número de ferramentas que deseducam. Se nas famílias é difícil encontrar a forma certa, a linguagem ideal, imaginem em sala de aula, com uma clientela maior e tão mais diversificada.
Quem decide ser professor tem um dom. Por isso consegue tirar o melhor de cada um, apesar das realidades diferentes com que convivem seus aprendizes fora da escola ou das experiências diversas que trazem consigoEntão, neste início de ano letivo, como pais e cidadãos, façamos uma homenagem aos professores. Valorizemos quem se dedica ao magistério. Sejamos parceiros nesta tarefa, dando condições, apoio e suporte para que estes profissionais possam desempenhar suas funções. Para que sejam tão só, e plenamente, professores.
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