As mortes e mutilações no trânsito vêm sendo discutidas, em âmbito mundial, há bastante tempo, justamente pelo crescente volume de acidentes e de vítimas. A ONU – Organização das Nações Unidas – propôs, inclusive, a criação da “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”, entre 2011 e 2020, com metas para reduzir, neste período, o número de acidentes pela metade.
Nossa cidade não tem uma realidade diferente do resto do mundo. Pelo contrário. As estatísticas mostram que o trânsito aqui também é violento. Todos os dias os meios de comunicação montenegrinos trazem notícias sobre acidentes de trânsito. Muitos deles fazendo vítimas fatais, dilacerando famílias e ceifando da sociedade muitos cidadãos em idade produtiva.
No Seminário Regional de Trânsito, realizado na quinta-feira passada, foram apresentados alguns dados alarmantes: Hoje, morrem mais de um milhão e meio de pessoas no mundo em acidentes de trânsito. Até o ano de 2014, a estimativa é de que 140 mil pessoas morrerão no trânsito brasileiro. O major Ordeli Savedra Gomes, um dos palestrantes, fez questão de frisar que 140 mil brasileiros não assistirão a Copa do Mundo no Brasil, vitimados pelo trânsito. Nos últimos dez anos, registramos um crescimento de 7% no número de veículos no Brasil. Pois neste mesmo período, o número de vítimas fatais por acidentes aumentou nesta mesma proporção.
Apesar das estatísticas funestas, existe a esperança de reverter este quadro. Mas para isso é necessário haver uma mudança de atitude, de postura diante das ocorrências. Precisa haver um trabalho amplo e perseverante, baseado em três pontos fundamentais: educação, engenharia e esforço legal.
O trânsito é um tema pertinente e que merece atenção tanto do poder público quanto da sociedade. Todos nós temos responsabilidades, seja como políticos, cidadãos, motoristas, ciclistas ou pedestres. Cada um deve e pode contribuir para a segurança no trânsito de Montenegro.
Como a Câmara de Vereadores, através de seus integrantes, tem sido atuante nas tantas e inúmeras questões relacionadas à cidade, encaminhei na última sessão um requerimento para que seja criada a Frente Parlamentar pela Segurança no Trânsito. Estou propondo a formação de um órgão de auxílio, propositivo, fiscalizador e parceiro nas ações que visam diminuir a imprudência e violência nas ruas e estradas.
Se é possível colaborar, então queremos ser parceiros. Se é possível reverter estatísticas negativas, temos disposição, e porque não dizer obrigação, de atuar. Este é o nosso objetivo. Nosso dever, intenção e propósito.
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