segunda-feira, 20 de junho de 2011

Artigo: "Semana do Verde" (13/06/2011)

Temos por hábito dedicar datas - ou períodos – a temas específicos. Existem não sei quantos “dia disso, dia daquilo”. Ou então “semana deste ou daquele”. Criados, certamente, para destacar a importância. Com o intuito de marcar fatos históricos ou reservar, na correria e no cotidiano da vida moderna, momentos especiais de reflexão e discussão.
Durante as atividades da Semana do Meio Ambiente tivemos, outra vez, oportunidade para repensar nossas atitudes e rever nossas ações. Fomos chamados à responsabilidade. Estimulados a nos comprometer, no dia-a-dia, com a natureza e o futuro do planeta. Conscientizados, de novo, sobre o papel que temos como cidadãos e da diferença que faz – agora e para frente – a mudança nos hábitos e atitudes.
Acredito que toda a programação foi eficaz e atingiu seus objetivos. Se em alguns casos, ou para algumas pessoas, não convenceu, pelo menos chamou à atenção. E conseguir atentar para as questões ambientais já é um avanço. Estamos aprendendo e, aos poucos assimilando, o impacto que as atitudes individuais têm sobre o coletivo. Sobre as conseqüências, quase sempre catastróficas, advindas da falta de cuidado (ou preocupação) com a natureza.
Neste sentido, penso ser imprescindível o trabalho com as crianças, sobremaneira nas escolas. Através delas se consegue modificar o comportamento dos adultos. Lembram quando foi criada a lei obrigando o uso do cinto de segurança nos carros? A grande maioria dos adultos, que não estava acostumada e nem sabia se conseguiria cumprir, acabou se adaptando porque os filhos, ao embarcar no veículo, cobravam a colocação do cinto. Assim também é com o meio ambiente. O que aprendem na escola, elas levam para casa. Exigem dos pais e dos amigos.
Cá entre nós, as acrianças têm um poder inexplicável. São mesclas de conhecimento e atrevimento. Ingenuidade e perseverança. Singeleza e contundência. Quando aprendem que gestos simples, como jogar papel no chão, traz conseqüências, cobram e exigem mais cuidado. A nós adultos, não resta alternativa que não obedecer e dar o exemplo.
A cor predominante da semana foi o verde. Aquele que simboliza a natureza e representa a esperança. Um “tom” mais alegre e vivo, apesar de ameaçado, que conseguiu contrapor o cinzento, dos conformados, e o preto, dos descrentes, tão em voga ultimamente.

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