Temos assistido - por enquanto de longe – às tragédias relacionadas ao clima. Atrelar toda culpa à natureza é uma forma cômoda e simplista de encarar o problema. Afinal, não é fácil domar a força do vento, do sol ou chuva. Também não podemos atribuir tudo aos governos, apesar de sabermos que eles não combatem com eficiência o crescimento urbano desordenado. Da mesma forma não é justo apontar como única culpada a população, mesmo quando esta usa as encostas de morros, beira de rios ou margem de córregos para fixar moradia.
Creio que a maioria, ao analisar a situação chegará à conclusão, assim como eu, de que estas tragédias são um somatório de culpas. Infelizmente, apesar de todos os exemplos já vividos e de toda discussão que sempre aflora toda vez que chove demais – ou de menos -, não aprendemos a planejar ou prevenir.
No início do mês, quando uma chuva mais forte atingiu Montenegro tivemos de enfrentar, de novo, a invasão das águas do Arroio Montenegro. Pensávamos que este problema estava resolvido, depois de tantos mandos e desmandos, após tanta demora e alto investimento.
Engano. Bastou uma precipitação acima do normal para que o arroio transbordasse. A Prefeitura defende a obra e diz que a culpa é do lixo, que entupiu a entrada e impediu a vazão da água. Admitiu, porém, que ainda faltam alguns serviços – arroio acima – para evitar que a sujeira fique acumulada.
Depois do alagamento um “arrastão” de limpeza foi feito. O arroio foi vistoriado em quase toda sua extensão. Até os postos de visita “do conduto” foram abertos. Uma medida simples, mas muito eficiente, que deveria ser adotada como regra. A limpeza regular evitaria problemas maiores. Investir na prevenção, quase sempre, é mais barato e eficaz.
Não se pode eximir a população, é lógico. Depositar lixo dentro ou nas margens do arroio é, no mínimo, imprudente. Lixo domiciliar então, para o qual existe serviço de coleta, é imperdoável.
Se analisarmos mais ao fundo a questão da cidade, veremos muitas contradições. Ninguém suporta inundações, mas o asfalto é a glória. Tanto para quem faz, como para quem recebe. Pouco importa questões como permeabilidade do solo, drenagem urbana ou vazão do rio e seus afluentes. Se analisarmos mais ao fundo, veremos que sugestões como o “Rua Limpa”, que apresentei para que tivéssemos o recolhimento sistemático de materiais nos bairros – como pneus, restos de construção, galhos –, acabam engavetadas. A proposta pára na gaveta. Já os materiais são descartados em qualquer lugar.
Ao invés de ficar imputando culpas, melhor seria assumir responsabilidades. Se cada um cumprir a sua parte, muitas calamidades serão evitadas. Conscientização, planejamento e prevenção. Esta é a receita. Toda vez que esquecemos ou adiamos estas ações, sofremos as conseqüências. Literalmente deixamos nossas boas intenções ou cidadania “ir por água abaixo”.
Creio que a maioria, ao analisar a situação chegará à conclusão, assim como eu, de que estas tragédias são um somatório de culpas. Infelizmente, apesar de todos os exemplos já vividos e de toda discussão que sempre aflora toda vez que chove demais – ou de menos -, não aprendemos a planejar ou prevenir.
No início do mês, quando uma chuva mais forte atingiu Montenegro tivemos de enfrentar, de novo, a invasão das águas do Arroio Montenegro. Pensávamos que este problema estava resolvido, depois de tantos mandos e desmandos, após tanta demora e alto investimento.
Engano. Bastou uma precipitação acima do normal para que o arroio transbordasse. A Prefeitura defende a obra e diz que a culpa é do lixo, que entupiu a entrada e impediu a vazão da água. Admitiu, porém, que ainda faltam alguns serviços – arroio acima – para evitar que a sujeira fique acumulada.
Depois do alagamento um “arrastão” de limpeza foi feito. O arroio foi vistoriado em quase toda sua extensão. Até os postos de visita “do conduto” foram abertos. Uma medida simples, mas muito eficiente, que deveria ser adotada como regra. A limpeza regular evitaria problemas maiores. Investir na prevenção, quase sempre, é mais barato e eficaz.
Não se pode eximir a população, é lógico. Depositar lixo dentro ou nas margens do arroio é, no mínimo, imprudente. Lixo domiciliar então, para o qual existe serviço de coleta, é imperdoável.
Se analisarmos mais ao fundo a questão da cidade, veremos muitas contradições. Ninguém suporta inundações, mas o asfalto é a glória. Tanto para quem faz, como para quem recebe. Pouco importa questões como permeabilidade do solo, drenagem urbana ou vazão do rio e seus afluentes. Se analisarmos mais ao fundo, veremos que sugestões como o “Rua Limpa”, que apresentei para que tivéssemos o recolhimento sistemático de materiais nos bairros – como pneus, restos de construção, galhos –, acabam engavetadas. A proposta pára na gaveta. Já os materiais são descartados em qualquer lugar.
Ao invés de ficar imputando culpas, melhor seria assumir responsabilidades. Se cada um cumprir a sua parte, muitas calamidades serão evitadas. Conscientização, planejamento e prevenção. Esta é a receita. Toda vez que esquecemos ou adiamos estas ações, sofremos as conseqüências. Literalmente deixamos nossas boas intenções ou cidadania “ir por água abaixo”.
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