segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Artigo: "Retornando" (16/08/2010)

Após um mês de licença, retorno no dia de hoje às minhas atividades legislativas. Primeiro quero explicar os motivos que levaram a me licenciar por este período. Entendo que quando nos elegemos por um partido político, não foram exclusivamente os meus votos que me fizeram vereador, mas os votos e o trabalho de vários candidatos. Quando fui Vereador no passado, também oportunizei o suplente. Desta vez, neste ano, tiveram chance de experimentar a função legislativa o segundo e terceiro suplentes do meu partido, respectivamente Fernando Petry e Airton de Vargas. Penso que valoriza o trabalho por eles realizado, reforça o coletivo e os encoraja a continuar.
Retorno com o mesmo sentimento da última licença, efetivada em março deste ano. Com o mesmo sentimento que tenho expressado neste espaço todas as segundas-feiras. Sinto, com tristeza, com a frustração de quem tinha uma grande expectativa em relação a nossa cidade, com a decepção de quem acredita que juntos podemos fazer a diferença, que realmente estamos à deriva.
Ano passado escrevi que era tempo de parar o barco, redefinir rota e seguir navegando sabendo em que porto quer chegar. Não fiquei no discurso. Reunimos pessoas, analisamos números e propusemos ações. Em resumo, mesmo com a manifestação da importância da “ajuda”, não tem espaço para compartilhar um processo de construção coletiva. Poderia simplesmente seguir meu mandato, participar de reuniões da Câmara, discutir projetos enviados pelo poder Executivo e fazer pronunciamentos da tribuna da Câmara para os poucos expectadores.
Não consigo ser feliz na política, quando não se consegue construir. Estamos perdendo uma das melhores oportunidades que este Município já viveu. Temos um dos melhores crescimentos orçamentários deste Estado e não estamos tendo a capacidade de organizá-lo para melhorar efetivamente a qualidade de vida das pessoas. Se fizermos as coisas sempre da mesma maneira, chegaremos sempre ao mesmo resultado. É preciso quebrar paradigmas, romper barreiras, INOVAR.
O que mais se escuta no meio público é a tradicional e irritante frase: “isto sempre foi assim”. A quem isto satisfaz? Pelas ruas, ouvindo pessoas, conversando com os munícipes percebo a insatisfação. Concluo que não estamos no melhor caminho e não chegaremos por ele a um melhor resultado.
Sempre há tempo para a mudança, para reavaliar nossas atitudes, para ouvir efetivamente pessoas e não achar que existe um movimento organizado de criticar o Governo apenas para enfraquecê-lo. Sigo com minhas convicções e com minha disposição de transformar Montenegro no melhor lugar para se viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário