segunda-feira, 16 de maio de 2011

Artigo: "Cidade, mãe e cultura" (09/05/2011)

Ao preparar o artigo desta semana, no primeiro momento, tencionei abordar Montenegro, que comemorou 138 anos. A cidade e seus habitantes, com certeza, merecem uma homenagem. Logo depois resolvi que escreveria sobre a cultura, já que chegou à Câmara um projeto de lei reduzindo a alíquota de ISSQN para as atividades culturais. Sugestão minha, feita ao Executivo em agosto de 2009, através de uma Indicação. Porém, lembrei do Dia das Mães e então achei interessante dedicar esta coluna a elas.
Perdoem-me aqueles que esperavam encontrar neste espaço semanal alguma “profecia” ou novidade política. Ou então que aguardavam minha opinião sobre os assuntos citadinos que estão em pauta. E não são poucos, eu sei. Na maioria, inclusive, complexos e polêmicos. Pois foi justamente por causa deles – deste catatau de temas que aguardam por definições – que optei, desta vez, por uma coisa mais suave.
Apesar da decisão de descartar as agruras, continuei ponderando. Será que falo sobre Montenegro, cultura ou as mães? Foi então que percebi que estes três tópicos estão intimamente atados. E que no meu caso não há como separar um do outro.
Sempre estive – e estou mais ainda agora atuando como vereador - ligado à cidade, que não deixa de ser uma espécie de mãe, que acolhe e abriga a todos aqueles que chegam. A cultura, por sua vez, desde que me entendo por gente, como se diz, faz parte do meu dia-a-dia. Iniciou no antigo conservatório de música e cresceu até se transformar na Fundarte, hoje reconhecida internacionalmente. Por conta disso, sem dúvida, Montenegro é a “Cidade das Artes”.
Na fluência da minha linha de raciocínio, com uma dose de emoção, confesso, chego à conclusão de que nada mais justo, neste momento, do que falar sobre a minha mãe, Therezinha Petry, que por opção e com orgulho, se tornou Cardona. Ela representa uma mistura de cidade, cultura e mãe. Meu exemplo de trabalho e sucesso. Minha referência de lar, carinho e dedicação.
Ela, assim como tantas outras mulheres e mães, sempre foi o porto seguro. O ponto de equilíbrio da família nos momentos difíceis. Que não foram poucos, ainda mais quando o marido e um dos filhos optaram pela vida pública, pela atividade política. Mas foi – e é – dela que extraímos a força e a coragem para encarar os desafios.
É a inspiração quando afirmamos que é possível fazer. Basta acreditar e ter atitude. Dela vem a certeza do amor incondicional. Do amparo. Da palavra certa. Do que representa união e responsabilidade. Ser fiel e honrado.
Também por ela sei do meu papel de filho, pai, cidadão e homem público. Quisera ter Montenegro e a cultura tantas outras Therezinhas como esta, que tenho o privilégio de chamar de mãe.

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