Quando mencionei a intenção de falar sobre saúde pública no próximo artigo, recebi diversas manifestações. Este interesse e os contatos apenas reforçam o que já sabemos. A saúde no Brasil é tema de suma importância. Talvez seja, na atualidade, o mais grave problema a ser enfrentado pelos governos e represente a maior mazela da sociedade.
A situação é caótica de norte a sul do país. A rede pública de saúde não corresponde à demanda, independentemente do tamanho dos municípios, da sua localização ou situação econômica. Tem-se buscado avançar na saúde preventiva, é bem verdade, mas ainda estamos longe de uma solução para as filas e a precariedade no atendimento. O Sistema Único de Saúde – SUS – não conseguiu ser universal, porque não atende todos os brasileiros, nem tampouco é integral, porque não contempla todos os procedimentos.
Aqui no estado 70% da oferta de leitos pelo SUS estão nos hospitais filantrópicos, de caridade ou santas casas espalhados pelos municípios gaúchos. A maioria destes hospitais está fechando, porque não consegue superar a defasagem entre o custo dos serviços prestados e o valor pago pelo SUS. Para se ter uma idéia, nos casos de cirurgia, em Montenegro, o SUS cobre somente 55% do valor. Nos casos de internações ou procedimentos ambulatoriais não ultrapassa os 80%. Quem paga esta diferença? Como pensar em investimentos, modernização e atendimentos especializados quando o que se recebe não cobre sequer o custo?
A questão é bastante complexa. Por conta desta defasagem, estado e, principalmente os municípios, usam verbas do seu orçamento para manter os hospitais funcionando. São as prefeituras que cobrem a diferença. Porque repasses de recursos federais – do SUS –, que não sejam efetivamente para pagar serviços prestados, só recebem os hospitais públicos. Uma minoria, para não dizer exceções. Aqui no sul, podemos citar o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital de Clínicas. Ambos em Porto Alegre. Ambos esgotados.
Penso que solucionar o problema da saúde é o maior desafio da nova presidente brasileira. Precisamos, com urgência, repensar o atual sistema de saúde pública. Fala-se agora na volta de um imposto para financiar a saúde pública. Mais uma vez, recairá sobre a sociedade o dever de pagar pelo que é obrigação do Estado. Não acho que o problema esteja na falta de dinheiro para a saúde. Está mais no planejamento, gestão, distribuição e fiscalização dos recursos.
Criar imposto é fácil. Difícil é torná-lo eficiente. Se os recursos arrecadados pela CPMF tivessem sido usados exclusivamente para a saúde, não estaríamos na situação caótica atual. A presidente eleita certamente encontrará uma alternativa. Quem driblou uma crise de energia, sem taxar a população, vai saber enfrentar o caos na saúde. Sem transferência de responsabilidade, porque é inadmissível começar um governo propondo um novo imposto.
A situação é caótica de norte a sul do país. A rede pública de saúde não corresponde à demanda, independentemente do tamanho dos municípios, da sua localização ou situação econômica. Tem-se buscado avançar na saúde preventiva, é bem verdade, mas ainda estamos longe de uma solução para as filas e a precariedade no atendimento. O Sistema Único de Saúde – SUS – não conseguiu ser universal, porque não atende todos os brasileiros, nem tampouco é integral, porque não contempla todos os procedimentos.
Aqui no estado 70% da oferta de leitos pelo SUS estão nos hospitais filantrópicos, de caridade ou santas casas espalhados pelos municípios gaúchos. A maioria destes hospitais está fechando, porque não consegue superar a defasagem entre o custo dos serviços prestados e o valor pago pelo SUS. Para se ter uma idéia, nos casos de cirurgia, em Montenegro, o SUS cobre somente 55% do valor. Nos casos de internações ou procedimentos ambulatoriais não ultrapassa os 80%. Quem paga esta diferença? Como pensar em investimentos, modernização e atendimentos especializados quando o que se recebe não cobre sequer o custo?
A questão é bastante complexa. Por conta desta defasagem, estado e, principalmente os municípios, usam verbas do seu orçamento para manter os hospitais funcionando. São as prefeituras que cobrem a diferença. Porque repasses de recursos federais – do SUS –, que não sejam efetivamente para pagar serviços prestados, só recebem os hospitais públicos. Uma minoria, para não dizer exceções. Aqui no sul, podemos citar o Grupo Hospitalar Conceição e o Hospital de Clínicas. Ambos em Porto Alegre. Ambos esgotados.
Penso que solucionar o problema da saúde é o maior desafio da nova presidente brasileira. Precisamos, com urgência, repensar o atual sistema de saúde pública. Fala-se agora na volta de um imposto para financiar a saúde pública. Mais uma vez, recairá sobre a sociedade o dever de pagar pelo que é obrigação do Estado. Não acho que o problema esteja na falta de dinheiro para a saúde. Está mais no planejamento, gestão, distribuição e fiscalização dos recursos.
Criar imposto é fácil. Difícil é torná-lo eficiente. Se os recursos arrecadados pela CPMF tivessem sido usados exclusivamente para a saúde, não estaríamos na situação caótica atual. A presidente eleita certamente encontrará uma alternativa. Quem driblou uma crise de energia, sem taxar a população, vai saber enfrentar o caos na saúde. Sem transferência de responsabilidade, porque é inadmissível começar um governo propondo um novo imposto.
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