segunda-feira, 24 de maio de 2010

Artigo: "Somos referência" (17/05/2010)

Costumo afirmar que Montenegro é o melhor para se viver. Tenho orgulho de ser montenegrino. Nasci aqui, por opção de meus pais, é claro, mas foi minha a escolha de continuar nesta cidade. Aqui crescer, me estabelecer profissionalmente, formar uma família e criar meus filhos. Não me arrependo desta decisão. Tenho, sim, muita satisfação. Talvez, seja justamente por este “apego local” a minha ânsia de participar, de fazer algo mais, de construir e transformar. Minha história está em Montenegro. A minha e de muitos outros, com certeza.
Ah, como é bom pertencer a um lugar. Foi este sentimento que me acompanhou, na semana passada, enquanto participava da solenidade que oficializou a Escola Estadual Técnica São João Batista como Centro de Referência em Educação Profissional. Uma sensação de orgulho pela escola. Uma pontada de saudade, repleta de carinho, do tempo em fui aluno e percorria diariamente aqueles corredores.
Para o resto do mundo, o São João é referência a partir de agora. Mas para nós montenegrinos e, principalmente, nós ex-alunos, ele sempre foi referência. Modelo de instituição de ensino. Exemplo de escola pública com qualidade, comprometimento e responsabilidade. Transformá-lo em centro de referência é um justo reconhecimento pelo trabalho que vem sendo realizado ao longo dos anos. É fruto da dedicação e perseverança de diretores e professores que não se encolheram diante das dificuldades. Não se acomodaram pelo fato de ser público e quiseram fazer a diferença. E fizeram. E estão fazendo.
Sinto-me regozijado – esta palavra é dos tempos de quem fez segundo grau e não cursou o ensino médio, bem mais atual - quando vejo uma instituição pública que dá certo. Porque acredito nisso. O fato de ser público não implica em ser medíocre, em ficar abaixo ou não ter sucesso. Há sim muitas instituições públicas que vão além do seu papel, são eficientes e dão resultados altamente positivos. O São João prova isso. A Fundarte é outro exemplo local. De um pequeno conservatório de música transformou-se num ícone no setor artístico-cultural.
Aos incrédulos digo que isso não é saudosismo. Também não é pouco. Está mais para otimismo e motivação. Sugiro que usemos o exemplo destas duas instituições, de sucesso e montenegrinas, e façamos delas a nossa referência. Quem sabe com mais vontade e atitude, possamos estender para outros setores os avanços que temos presenciado na área da educação.

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