segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Artigo: "Dèjá Vu" (05/12/2011)

Dias atrás comentei neste espaço que uma pessoa que estava fora de Montenegro comentou comigo que a impressão que teve, ao retornar, foi de que estava tudo igual. E que naquele momento eu não consegui definir se tudo igual era uma expressão boa ou ruim.
Por conta da elaboração da prestação de contas do meu mandato – que costumo distribuir no mês de dezembro – andei relendo artigos escritos em 2009 e 2010 e, mesmo sem querer, acabei constatando que realmente está tudo igual. O texto veiculado no dia 20 de dezembro do ano passado, por exemplo, caberia com perfeição se fosse publicado hoje. E já falava da sensação de “déjà vu” em relação ao mesmo período de 2009. Apontava a falta de soluções definitivas, de ações pró-ativas, de planejamento.
Nesta semana, durante uma reunião que promovemos para tratar sobre drenagem urbana e resíduos sólidos – itens que não ainda não estão contemplados no Plano de Saneamento Básico Municipal – outra uma vez se verificou a necessidade de dedicar mais tempo ao estudo prévio, ao planejamento, à elaboração dos projetos.
A “postura de reação” não traz resultados positivos nem definitivos. Executar sem planejamento, sem estudo do quanto isto vai impactar na vida dos cidadãos ou sem saber como funcionará, se é viável e se vai solucionar, já não é mais admissível hoje em dia, quando há tantas ferramentas e conhecimento técnico-científico disponíveis. A prefeitura possui um quadro de técnicos capacitados. O que falta, quase sempre, é priorizar o planejamento. Estabelecer como regra a dedicação aos projetos.
Porque dependem da qualidade do projeto a captação de recursos e a eficiência das obras. Enquanto mantivermos esta “postura de reação” continuaremos atropelando etapas, cometendo falhas, devolvendo recursos, atrasando cronogramas ou gastando tempo e dinheiro para corrigir e refazer. Impossível não lembrar, neste aspecto, o conduto do Arroio Montenegro (na Rua Capitão Porfírio), a ponte sobre o Arroio São Miguel, o pavilhão no Parque Centenário ou a pavimentação da Estrada Antônio Ignácio de Oliveira, dentre tantos outros.
Ainda continuo sem saber o que significa o tudo igual daquela pessoa. Para mim, entretanto, tudo igual não é sinônimo de coisa boa. Há tempos venho dizendo que se quisermos um resultado diferente temos de fazer diferente. Se pensarmos e agirmos sempre da mesma maneira, o resultado será sempre o mesmo. Ou seja, tudo igual.

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