É constante a pergunta sobre a minha candidatura a prefeito. É contínua minha resposta de que estou à disposição, tenho vontade, mas que esta decisão não é só minha. Depende do partido, das circunstâncias. Não estou desconversando, tão pouco protelando ou desviando do assunto. Já iniciamos a discussão dentro do PP e tenho, reiteradas vezes, manifestado a opinião de que antes do nome deve vir o projeto. Tenho, repetidas vezes, lembrado que precisamos saber onde queremos chegar. A construção de um plano para Montenegro é maior que a indicação do nome. Melhor ainda seria se esta proposta de cidade tivesse uma participação mais ampla. Não ficasse restrita a um partido, segmento ou grupo somente. Mas para isso teríamos que estar abertos. Deixar para trás aquele ranço político, os manjados rótulos com os quais insistimos em carimbar os outros. Teríamos que nos permitir – e permitir aos demais – ouvir, ponderar e dividir. Sei que isto é complicado. Sempre haverá confronto de idéias. Diferentes modos de ver e analisar. Porém, acredito que é justamente nessa diversidade de conceitos e opiniões que está a possibilidade de encontrar o caminho certo. Uma cidade não se constrói ou se transforma com apenas uma ou duas pessoas. Depende do envolvimento de todos que fazem parte dela – estando à frente ou não. Uma cidade tem o tamanho que damos a ela, o desempenho que exigimos dela. Nos últimos tempos, principalmente através dos meios de comunicação e, sobretudo, pela internet, um grande número de montenegrinos tem externado opinião sobre o que acontece na cidade. Estas manifestações demonstram vontade de participar. Revelam, mesmo que quase sempre em tom de crítica, a disposição de construir uma realidade diferente, um ambiente melhor. Esse momento, em que se avizinha uma eleição municipal, quando tantos temas importantes e polêmicos estão em pauta, é ideal para dividirmos a tarefa de decidir. Propício para refletir sobre o papel que desempenhamos. Favorável ao debate. Mas é preciso, para realmente transformar a realidade, que estejamos dispostos a participar de forma comprometida. Sem rótulos. Sem preconceito. Sem intolerância. Que o foco seja a cidade e o que pensamos e faremos pelo futuro dela.
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