O jornal de sábado trouxe como manchete o tema do meu artigo de hoje. Coincidência é claro, mas o fato é que as reportagens, feitas uma semana depois da minha visita ao aterro sanitário e do meu pronunciamento na tribuna da Câmara, apenas ratificam a impressão que tive daquele local.
Dia desses, voltando de Porto Alegre, resolvi fazer um trajeto diferente. Deixei o asfalto para trás e ingressei na estrada que passa em frente à Penitenciária Modulada e, mais adiante, no aterro sanitário, conhecido como “lixão”. Não sei bem porque, mas resolvi dar uma olhada. Vi movimentação, o que despertou minha curiosidade. Pelo que sabia, o aterro estava interditado. Não poderia mais receber os detritos que nós montenegrinos descartamos, às toneladas, todos os dias.
A cena com a qual me deparei foi deprimente. Fiquei estarrecido vendo a montanha de lixo ali depositada. Caminhões descarregando e uma dúzia de pessoas ali, de prontidão, aguardando o momento para iniciar o trabalho de catação. Sem a mínima proteção, vasculhavam os sacos e sacolas. Pés e mãos descalços, rodeados por dezenas de cachorros, muitas moscas e urubus.
Mais espantado fiquei, ainda, quando soube que ali também era depositado o lixo reciclável. Aquele cuja coleta ocorre em dias ou horários distintos. Aquele para o qual se gasta uma soma considerável de recursos em campanhas de conscientização. Apesar da mobilização para que as pessoas façam separação do que é reciclável em casa, quando chega ali é jogado aleatoriamente, a céu aberto. Mistura-se ao lixo comum.
Tudo é descarregado na mesma vala do aterro sanitário. Pelo que pude apurar, ali é a primeira parada do lixo. Depois os detritos são levados para o depósito em Minas do Leão. Não compreendi muito bem a logística. O que é coletado na cidade, reciclado ou não, primeiro é depositado no “lixão”. Depois, é recolhido novamente, em containers, e levado para o destino final.
Os catadores, até em número menor do que eu imaginava – parece que há ali há um grupo dominante, o que gera muitos conflitos e problemas de convivência -, não pareceram muito amistosos. Alheios à visita, rasgavam os sacos e separavam o que poderia lhes render algum dinheiro. Do outro lado, o galpão de reciclagem estava vazio. A construção ainda não está concluída.
Depois do que vi e ouvi lá no aterro, fiz um requerimento solicitando uma reunião para tratar deste assunto na Câmara. Não apenas para conhecer a realidade, mas também para saber o que se pretende em relação ao lixo em Montenegro.
Todos nós sabemos que o lixo urbano é um problema crescente e inevitável. Então, se não há como escapar, é preciso ter ações eficientes, que possam minimizar as conseqüências ambientais e sociais. Sim, porque o manejo correto das “sobras urbanas” pode significar a sobrevivência da vida na cidade e, porque não dizer, o pão na mesa de centenas de famílias.
Dia desses, voltando de Porto Alegre, resolvi fazer um trajeto diferente. Deixei o asfalto para trás e ingressei na estrada que passa em frente à Penitenciária Modulada e, mais adiante, no aterro sanitário, conhecido como “lixão”. Não sei bem porque, mas resolvi dar uma olhada. Vi movimentação, o que despertou minha curiosidade. Pelo que sabia, o aterro estava interditado. Não poderia mais receber os detritos que nós montenegrinos descartamos, às toneladas, todos os dias.
A cena com a qual me deparei foi deprimente. Fiquei estarrecido vendo a montanha de lixo ali depositada. Caminhões descarregando e uma dúzia de pessoas ali, de prontidão, aguardando o momento para iniciar o trabalho de catação. Sem a mínima proteção, vasculhavam os sacos e sacolas. Pés e mãos descalços, rodeados por dezenas de cachorros, muitas moscas e urubus.
Mais espantado fiquei, ainda, quando soube que ali também era depositado o lixo reciclável. Aquele cuja coleta ocorre em dias ou horários distintos. Aquele para o qual se gasta uma soma considerável de recursos em campanhas de conscientização. Apesar da mobilização para que as pessoas façam separação do que é reciclável em casa, quando chega ali é jogado aleatoriamente, a céu aberto. Mistura-se ao lixo comum.
Tudo é descarregado na mesma vala do aterro sanitário. Pelo que pude apurar, ali é a primeira parada do lixo. Depois os detritos são levados para o depósito em Minas do Leão. Não compreendi muito bem a logística. O que é coletado na cidade, reciclado ou não, primeiro é depositado no “lixão”. Depois, é recolhido novamente, em containers, e levado para o destino final.
Os catadores, até em número menor do que eu imaginava – parece que há ali há um grupo dominante, o que gera muitos conflitos e problemas de convivência -, não pareceram muito amistosos. Alheios à visita, rasgavam os sacos e separavam o que poderia lhes render algum dinheiro. Do outro lado, o galpão de reciclagem estava vazio. A construção ainda não está concluída.
Depois do que vi e ouvi lá no aterro, fiz um requerimento solicitando uma reunião para tratar deste assunto na Câmara. Não apenas para conhecer a realidade, mas também para saber o que se pretende em relação ao lixo em Montenegro.
Todos nós sabemos que o lixo urbano é um problema crescente e inevitável. Então, se não há como escapar, é preciso ter ações eficientes, que possam minimizar as conseqüências ambientais e sociais. Sim, porque o manejo correto das “sobras urbanas” pode significar a sobrevivência da vida na cidade e, porque não dizer, o pão na mesa de centenas de famílias.
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