segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Artigo: "Voltaremos" (13/12/2010)

Compromissos de última hora, no sábado, impediram a continuidade da distribuição da minha prestação de contas pelas ruas da cidade. Mas na sexta à tardinha, apesar do sol a pino, estive na sinaleira entre as ruas Buarque de Macedo e Osvaldo Aranha. Melhor dizendo, estivemos. Eu, minha esposa Elisi e minha filha mais velha, Roberta. Aproveitamos o intenso movimento de final de tarde – o local sempre “ferve” naquele horário – para iniciar a entrega do material.
Apesar do contato rápido, pois é preciso aproveitar a parada no sinal vermelho, sempre dá para proferir um agradecimento e ouvir uma, talvez duas, no máximo três, frases de quem está passando. É gratificante perceber que quase todos têm um sorriso de apoio. Um olhar solidário. Palavras de incentivo. Claro que alguns sorriram penalizados, pensando no sol escaldante e no calor do asfalto. Outros, ainda, foram simplesmente educados. Pegaram o “jornalzinho”, mas sem intenção de conferir o que está escrito. Sem interesse, mas respeitosamente. E lógico, encontrei também uns poucos, ainda bem, arredios e contrariados.
O fato é que desta vez, mais do que fazer observações ao trabalho, ao futuro ou sobre minha atuação como vereador, a grande maioria considerou a cidade. No todo. No geral. Pediu mais cuidado, carinho, atenção, dedicação. Percebi carência. Uma necessidade enorme de atitudes mais positivas. De perspectivas. Mais esforço. De resultados.
A leitura que faço dos comentários que ouvi, das opiniões externadas em meio ao trânsito apressado de fim de tarde, é que precisamos melhorar nossa auto-estima. Reencontrar nosso orgulho montenegrino. Como? O que fazer para diminuir (ou findar) esta distância entre o que somos e o que queremos ser?
Minha “blitz” de prestação de contas registrou insatisfação e inconformismo. Isso é bom. Muito melhor que resignação. Acima, bem acima, de renúncia. Se não estamos conformados há possibilidade de mudança.
De novo a pergunta: Como? Podemos começar externando opiniões, direcionando críticas, apresentando sugestões. Participando, enfim. Temos de nos apropriar dos temas relacionados à cidade. Marcar presença, cobrar. Uma boa oportunidade será a discussão do novo Plano Diretor, que ao que tudo indica, será encaminhado para a Câmara nos próximos dias.
Na hora e meia de contato, quem sabe um pouco mais, consegui observar muito. Cada sorriso ou palavra de incentivo foram doses de encorajamento. Mesmo as carrancas ajudaram a motivar. E foi apenas o começo da distribuição. Como eu disse, precisei adiar a entrega, que deverá ser realizada no decorrer desta semana.
Voltaremos. Não é plágio. É certeza. Responsabilidade de político, com mandato de vereador. Compromisso de família. Para mim, duas coisas sagradas.

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