segunda-feira, 5 de abril de 2010

Artigo: "Mesma convicção" (05/04/2010)

Depois de um mês licenciado, retorno à Câmara e a esta “tribuna”. Neste período estive afastado da função de vereador. Apenas isto, pois continuei muito próximo de tudo o que diz respeito à vida política e administrativa da cidade.
Pude refletir sobre o meu papel como político, meu trabalho como vereador e avaliar a realidade olhando de fora. Nada mudou. Nem no cenário em que vivemos nosso dia-a-dia, nem na minha forma de pensar e atuar. Minhas convicções não modificaram. Muito pelo contrário. Cada vez mais me convenço que esta é a melhor oportunidade para fazermos a diferença. Pensar políticas públicas adequadas e eficientes. É o momento para fazer acontecer.
O planejamento? Este continua no topo da minha lista. Sem ele ficaremos apenas tratando questões pontuais, encontrando soluções paliativas (e quase sempre frágeis), e jamais conseguiremos atingir a qualidade e a eficácia que tanto procuramos e proclamamos.
A participação popular? Permanece lá em cima, bem ao lado do planejamento. Continuo com o mesmo discurso e a mesma linha de ação, apesar de encontrar muitas pessoas que dizem que não gostam de política. E há muitos exemplos negativos que justificam esta postura, eu sei. Porém, acredito que política é mais do que fazer votos. É encontrar a melhor forma de garantir os direitos e deveres dos cidadãos, levando em conta as diferenças de cada um e os interesses da coletividade.
Somos nós que fazemos a política e escolhemos nossos políticos, portanto também temos responsabilidades. Está enganado quem acredita que a participação política termina com o voto. É aí que começa. A partir daí é preciso acompanhar, cuidar, manifestar, exigir, participar. Sim, porque sem a participação de todos não conseguimos mudar uma sociedade. É o respaldo da comunidade que nos impele e dá força para buscar e construir uma política de resultados.
Pois é... Cá estou eu novamente, falando de política, planejamento e participação. Um trio, na minha ótica, inseparável e essencial. E, já que estou retornando e falando das minhas reflexões, encerro com uma frase de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

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