segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Artigo: Estratégia para emergências (16/11/2009)

A idéia inicial para a coluna de hoje era o troféu Gestor Público, que Montenegro conquistou com o projeto “Educação Fiscal: Aprendendo a ser cidadão”, justo reconhecimento à proposta que já conseguiu o engajamento da comunidade, principalmente através da participação das escolas. Porém no final de semana, quando me sentei para redigir o texto, o espírito de comemoração já tinha esmorecido, cedendo lugar à preocupação, por conta dos inúmeros relatos sobre os estragos que as últimas chuvas causaram. Fiquei remoendo o que ouvi, pensando no meu próprio medo durante as chuvaradas, e refletindo sobre os comentários pós-temporais. Definitivamente, sem trocadilho, o clima para escrever sobre o troféu se foi.
A sensação de impotência nas enxurradas não é novidade. Desde sempre, quando a natureza resolve mostrar a sua fúria, deixa um rastro de destruição. Temporais sempre existiram, talvez apenas em intensidade e intervalos diferentes. Não quero entrar no mérito de analisar as causas, até porque os cientistas têm versões diferentes para os eventos climáticos que ocorrem no mundo todo. Se os estudiosos no assunto não conseguem explicações convincentes, não serei eu, um leigo, a querer argumentar.
Também não vou me ater aos alagamentos, estes sim, mais recentes e, a cada chuvarada, mais rápidos e intensos. No centro, dizem, com a construção do conduto, em breve este problema estará sanado. Tomara! É o que todos esperam, dada importância da obra e o investimento feito.
Mas enfim, a questão crucial, no meu entender, é refletir sobre o que estamos fazendo para evitar os prejuízos, além do famoso conduto, é claro. Investimos o suficiente em infra-estrutura? Conseguimos conter a ocupação desordenada, sobremaneira nas áreas de risco? Estamos preparados para enfrentar emergências? Organizados para atender, de maneira rápida e eficiente, aqueles que são atingidos? O socorro não pode esperar. É necessário que se tenha um plano de ação para colocar em prática sempre que houver intempéries de grandes proporções. Falo de ajuda material e de ajuda humana no resgate e reconstrução. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros são incansáveis e seus bravos integrantes certamente ficariam felizes se tivéssemos, no município, uma estratégia para casos extremos. Se houvessem recursos financeiros, humanos e materiais disponíveis.
Não podemos conter a natureza, mas podemos nos preparar para enfrentá-la e, principalmente, nos organizar para prestar socorro e amenizar os danos. A rapidez na ajuda é dever de todos – poder público e sociedade civil - e faz uma diferença enorme.

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