segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Artigo: Responsabilidade dos partidos políticos (05/10/2009)

Recebi, dia desses, um e-mail que falava de política e, logicamente, dos políticos. Em tempos de escândalos e denúncias, o texto dizia que é possível separar e reconhecer um bom político, pois é aquele que está a serviço e conhece as necessidades de cada comunidade e resolve seus problemas. Não só administra, planeja e fiscaliza com dedicação e seriedade, mas também presta contas de seu trabalho.
Seguindo, diz que tem fidelidade ao seu povo, capacidade administrativa, liderança, bom conhecimento da realidade e dos assuntos da cidade e do país. Equilíbrio no enfrentamento de crises, postura de diálogo aliada à capacidade de decisão no tempo oportuno, paciência e disponibilidade para ouvir suas bases, tolerância quanto à diversidade de estilo das pessoas com quem trabalha, disponibilidade para ter presença contínua na comunidade, hábito de trabalhar com planejamento e em equipe, além da coragem de dizer não. O bom político tem as qualidades necessárias para uma vida política sadia e honesta, com transparência nas atividades, separação completa entre recursos públicos e os interesses da família, dos amigos, de empresas e do partido. Por fim, o bom político é competente na arrecadação e fiscalização de recursos para dar conta das demandas populares.
Hoje faz um ano que participamos das eleições municipais, quando foram escolhidos os prefeitos e vereadores nos mais de cinco mil municípios brasileiros. Um ano... Esse é o período que nos separa do pleito passado e da próxima eleição. Em outubro de 2010 estaremos definindo quem nos representará em âmbito estadual e federal. Por isso, é oportuno que ponderemos sobre as qualidades que achamos importantes (fundamentais) na hora de votar, bem como, senão principalmente, que os partidos políticos façam uma reflexão sobre o seu papel.
A democracia consagra os vencedores nas urnas. Embora seja o ápice do processo, não é esse o único momento importante. Os eleitores não escolhem nem interferem diretamente nos nomes que serão colocados na disputa. O amadurecimento político que tanto desejamos pressupõe também a responsabilidade e a inteligência dos partidos na formação, preparação e indicação de seus candidatos.
Agora que começam a pipocar nomes para concorrer, que não seja por falta de opções que se frustre o eleitor. Não quando já há tantos outros motivos para frustração, apatia e desânimo.

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