segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Artigo: Participação fundamental (19/10/2009)

Quando me candidatei a uma vaga na Câmara de Vereadores, o fiz porque acredito que se pode fazer muito para melhorar a cidade, porque tenho convicção de que Montenegro é o melhor lugar para se viver. Basta que se tenha disposição para trabalhar, coragem para enfrentar os desafios e muita, mas muita mesmo, participação de todos os setores. Estimular a participação da comunidade não é só uma maneira de fomentar a cidadania. É dividir responsabilidades e conquistas. É ajuda mútua. É gerar comprometimento. É respeitar a diversidade. A cidade é de todos. Todos somos da cidade.
Meu slogan de campanha foi “juntos, vamos fazer a diferença” e tenho procurado honrar esse compromisso. Por isso, de maneira sistemática tenho realizado encontros abertos à comunidade para discutir assuntos que fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Mais do que ouvir a opinião dos montenegrinos ou confrontar pontos de vista, essas reuniões permitem colher sugestões e encontrar soluções para as questões em pauta.
Temos de lembrar, permanentemente, que as coisas mudaram. Já não há mais espaço para decisões políticas unilaterais ou individualistas. Nós políticos temos de nos relacionar com as entidades da sociedade civil, pois elas além de apoiar e respaldar nosso trabalho poderão multiplicar nossa capacidade de atender as demandas.
A participação popular não é uma dádiva dos detentores do poder de decisão. Nem tampouco mera forma de legitimar o processo político. A participação popular é isto sim, instrumento de construção da cidadania e meio legítimo da manifestação das aspirações coletivas. Sem que haja interação entre os poderes públicos constituídos e a comunidade, as leis, ações ou decisões continuarão sendo peças técnicas, feitas em gabinete por técnicos, muitas vezes descoladas da realidade da cidade, das aspirações de seus moradores e da sua dinâmica de crescimento.
Exercer cidadania dá trabalho. É difícil sensibilizar, mais difícil ainda mobilizar. Mas o resultado, quando há participação, é sempre mais positivo. Temos dado as ferramentas e criado oportunidades para que os montenegrinos se manifestem. Porém, estou cada vez mais convencido que cabe, sobretudo, aos próprios habitantes assumirem a responsabilidade de participar de forma ativa, de criar e moldar a cidade na qual querem viver.

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