segunda-feira, 18 de julho de 2011

Artigo: "Cursos Profissionalizantes" (18/07/2011)

Puxa vida! Com essa expressão manifesto minha indecisão sobre o tema deste artigo. A semana foi cheia de novidades. Houve importantes decisões - e manifestações - político-partidárias, a posse de Heitor Müller na Fiergs, a retomada das negociações com a Corsan, a suspensão da concorrência para o lixo. Assuntos que já tratei neste espaço, mas que mereceriam algumas considerações. E terão, certamente, na seqüencia.
Porém vou me ater, hoje, a um assunto que precisa da atenção de todos. Uma proposta encaminhada (e aprovada) na Câmara que depende da mobilização dos montenegrinos e das lideranças da região. Da superação das diferenças partidárias e da canalização de esforços num único objetivo.
O momento não parece propício? Bem, teremos de encarar o desafio de mostrar que apesar de toda a diversidade, de opinião ou postura, de sigla ou representação, estamos unidos para defender investimentos na educação, capacitação e qualificação.
Estou falando sobre o Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – lançado pelo Governo Federal e que oferecerá, até 2014, oito milhões de vagas, tanto na educação profissionalizante de alunos do ensino médio, como para a qualificação de trabalhadores. Para atingir esta meta haverá investimentos na construção de novas escolas técnicas, na ampliação das já existentes e nas parcerias público-privadas.
Propus, junto com os vereadores Laureno e Tuco, a realização de uma reunião para tratar deste assunto. Um encontro com representantes de vários segmentos montenegrinos e lideranças da região. Participei da audiência pública sobre o Pronatec realizada na Assembléia Legislativa e vi que inúmeros municípios já se organizaram e têm projetos nesta área. Estão prontos para pleitear escolas e cursos técnicos. Se não agilizarmos a mobilização por aqui, ficaremos para trás e perderemos a oportunidade de sermos incluídos no Programa. Temos de nos movimentar, e rápido.
Estamos agendando esta reunião pública, como primeiro passo, com o objetivo de juntar informações sobre a situação dos cursos técnicos na região. Ouvir formadores e usuários para verificar o que temos e quais as demandas, além é claro, de tentar sensibilizar representantes de órgãos (como a Coordenadoria Regional de Educação, a Superintendência da Educação Profissional do RS, a Assembléia Legislativa, entre outros) que terão papel decisivo na hora de definir os projetos que serão contemplados através do Pronatec.
É hora de mobilização e ação. Só com a participação de todos os setores e o comprometimento de todas as lideranças – públicas e privadas – é que conseguiremos criar um movimento forte e eficiente. O foco é a implantação de cursos técnicos. É viabilizar a capacitação e qualificação de jovens e adultos, facilitando-lhes o acesso ao conhecimento. Está em nossas mãos demonstrar unidade, maturidade e competência. Atitudes fundamentais, se quisermos garantir ações do Pronatec.

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